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Um pouco mais sobre HIPNOSE
Toda concentração, focalização num tema específico, provoca um estado alterado de consciência (estados alfa e teta) que, pode ser chamado de transe. O estado de transe é a porta de acesso aos registros inconscientes .
O conceito de hipnose não é unânime. De acordo com o dicionário "Aurélio", hipnose é o "estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual o indivíduo continua capaz de obedecer às sugestões feitas pelo hipnotizador".
Entre os conceitos já aceitos, hipnose é "um estado natural de consciência, diferente do estado de vigília."
O "estado hipnótico", sempre existiu (estado hipnótico é diferente de indução hipnótica formal). Sociedades primitivas já usavam tambores para induzir (sem saber), um estado de transe. Outros exemplos são a imposição das mãos para curas no tempo de Cristo e o toque real, na idade média (acreditava-se que o monarca, tinha o poder de cura, pela imposição das mãos. O rei Eduardo, 1066, o confessor da Inglaterra foi quem introduziu o toque real - através do toque na cabeça dos doentes, conseguia a melhora dos sintomas - sugestão). No oriente, o ioga é outra forma de hipnose. Os sacerdotes gregos e egípcios usavam a hipnose 2 mil anos atrás, no tratamento de várias doenças.
A hipnose é muito bem indicada no controle de doenças onde a dor, intermitente ou constante esteja presente. Nos procedimentos e exames que causam desconforto ou dor sua indicação, também, é eficiente.
Utilizada como complementar à terapia convencional, tem a propriedade de acelerar e facilitar o processo de remissão sintomática ou cura. Também na clínica cirúrgica, atenuando a ansiedade pré e pós-operatória, inclusive reduzindo o tempo necessário à recuparação. Em grande parte das doenças, o fator emocional está presente.
Portanto, Hipnose é um estado mental (teorias de estado) ou um tipo de comportamento (teorias de não-estado) usualmente induzidos por um procedimento conhecido como indução hipnótica, o qual é geralmente composto de uma série de instruções preliminares e sugestões. O uso da hipnose com propósitos terapêuticos é conhecido como "hipnoterapia".
Contudo, talvez a definição mais objetiva possível de hipnose seria a seguinte: alguém comanda (o hipnotista) e alguém obedece (o hipnotizado), geralmente de modo extremo ou pouco comum.
As pessoas que são hipnotizadas costumam relatar alterações de consciência, anestesia, analgesia, obedecendo e realizando os atos mais variados e extremos sob este pretenso estado.
Segundo Facioli (2006): "A hipnose, em termos mais estritamente descritivos, é o procedimento de sugestões reiteradas e exaustivas, aplicadas geralmente com voz serena e monotônica em sujeitos que algumas vezes correspondem às mesmas, realizando-as, seja no plano psicológico ou comportamental. Estes sujeitos responsivos também costumam relatar alterações de percepção e consciência durante a indução hipnótica. E em alguns casos respondem de modo surpreendente ao que lhes é sugerido, o que pode incluir, por exemplo, anestesia, alucinações, comportamento bizarro e ataques convulsivos." (p.15)
Apesar das controvérsias que ainda cercam o tema, se os efeitos da hipnose são legítimos ou não, Facioli (2006) ressalta:
"Dado o impacto geralmente produzido em todos os envolvidos, sejam hipnotizados, hipnotizadores ou observadores, a hipnose é algo que merece atenção. Seja ela um fenômeno neurológico, psicológico ou de coação social, são válidas as tentativas sensatas e sinceras de compreendê-la. Mesmo que a hipnose seja simplesmente uma farsa, não há dúvidas de que por meio dela podemos compreender melhor o que é o ser humano, seu psiquismo, e sua relação com os outros de sua espécie." (p. 16).
O termo "hipnose" (grego hipnos = sono + latim osis = ação ou processo) deve o seu nome ao médico e pesquisador britânico James Braid (1795-1860), que o introduziu pois acreditou tratar-se de uma espécie de sono induzido. (Hipnos era também o nome do deus grego do sono). Quando tal equívoco foi reconhecido, o termo já estava consagrado, e permaneceu nos usos científico e popular.
Contudo, deve ficar claro que hipnose não é uma espécie ou forma de sono. Os dois estados de consciência são claramente distintos e a tecnologia moderna pode comprová-lo de inúmeras formas, inclusive pelos achados eletroencefalógráficos de ambos, que mostram ondas cerebrais de formas, freqüências e padrões distintos para cada caso. O estado hipnótico é também chamado transe hipnótico.
Quem é susceptível de ser hipnotizado? Nem toda as pessoas são hipnotizáveis. Hilgard fez experiências com estudantes universitários e só 25% foram hipnotizáveis; e desses só ¼ entrou em transe profundo.
Os factores que interferem são:
Idade
A susceptibilidade à hipnose aumenta até mais ou menos aos dez anos, depois diminui à medida que os indivíduos se tornam menos conformistas.
Personalidade
* São mais susceptíveis as pessoas que tendem a envolver-se com as suas fantasias.
* São menos susceptíveis as pessoas que:
o Se distraem facilmente
o Têm medo do novo e diferente
o Revelam falta de vontade de obedecer ao hipnotizador
o Revelam falta de vontade de ser submissas.
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